terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Hora dos Espinhos
Há algo muito estranho acontecendo e talvez eu devesse continuar cega. Platão tinha razão ao dizer que a luz machuca quando o prisioneiro sai da caverna. Sem querer, achei a saída e hoje vivo a dor de deixar a ignorância para trás e abraçar o conhecimento. Ok, eu mereci isso. E mereço uma faca enfiada na garganta por ter sido tão estúpida e ignorante, acreditando que as sombras eram reais. Quanta ilusão! E perdoe o drama, caro leitor, mas deixe-me explicar que não existe drama no que vive dentro de mim. É intensidade. Sou intensa, sinto toda e qualquer coisa numca intensidade incrível, exageradamente. Por vezes soa infantil e faz muitas pessoas o chamarem de drama, mas há pouco descobri que as situações e a forma como elas chegam até mim geram a profundidade. É mais fundo que o oceano.
Ontem eu percebi que me tornei tudo aquilo que jamais quis ser. A distância fria e calculista despertou dentro de mim a minha própria frieza. Caí, mas minha queda me impulsionou a me reerguer com uma força incrível. Eu não queria, eu queria ir me erguendo aos pouquinhos, sentindo a textura do chão, absorvendo os grãozinhos de areia e degustando minha queda. Mas foi a Lei de Newton: toda ação gera uma reação. Eu estou amarga como torta de limão, onde o açúcar é só por cima. É coisa que o orgulho faz e a solidão intensifica. E por falar em solidão, descobri que meu lugar é junto dela. A solidão é a única coisa que vou ter pelo resto da vida. As ações de outrém se confudiram na minha mente, mas agora que abri os olhos, muita coisa se clareou. Uma hora, mais cedo ou mais tarde, a gente acaba refletindo e as coisas vão se encaixando em seu devido lugar.
O olhos fecho na intensidade de uma prece, uma vibração silenciosa. Adormeço com tranquilidade, ao tempo em que minha fé me mostra os caminhos floridos que irei percorrer em breve. O caminho que se cruza com o meu, que todos os sinais estampam na minha cara: a espera vai valer a pena e um novo dia nascerá. E tudo que passo: a cegueira incontrolável, estupidez, ação e reação, frieza e intensidade; tudo é permitido porque eu tenho um Pai que sabe exatamente o que é bom para mim e por qual caminho cheio de espinhos eu devo seguir para encontrar as flores.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Selvagens À Procura de Lei
Olá, caros leitores! Hoje o post está meio diferente, depois de vários dias com a inspiração em alta, resolvi dar um tempo nos textos e indicar uma banda para vocês. Provavelmente já viram aqui, já que é uma das minhas bandas favoritas.
Selvagens À Procura de Lei é uma banda de rock de Fortaleza-CE. Foi formada em 2010 por Gabriel Aragão (guitarra e vocal), Rafael Martins (guitarra e vocal), Caio Evangelista (baixo) e Nicholas Magalhães (bateria). A princípio, fizeram sua fama local com blogs e shows em bares conhecidos da cidade. Em 2010 lançaram dois EPs: Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente O Que Eu Quero; e Suas Mentiras Modernas. Já tocaram com grandes nomes da música mundial, como Los Hermanos, The Black Eyed Peas e Os Mutantes. Em 2012 receberam muitos elogios do vocalista da Capital Inicial, Dinho Ouro Preto e foram convidados pelo próprio Dinho para tocarem juntos no Prêmio Multishow 2012.
Essa é a música mais famosa da banda, Mucambo Cafundó, com o clipe que tem trechos gravados em São Paulo e Fortaleza.
É aquele típico clipe que toda banda tem: a música tocando, com algumas cenas de alguns shows, os integrantes se divertindo e fazendo graça... Mas de alguma forma não muito clichê, é bonito.
Eu conheci os Selvagens a cerca de um ano e meio. Era domingo de manhã e eu ainda não trabalhava, então minha rotina era acordar e assistir TV. Estava passando Amigos Libertinos na MTV e eu gostei, porque tinha uma pegada meio Indie Rock, uma letra que me cativou, apesar de fazer pouco sentido para mim. Anotei o nome da música e da banda, para depois baixar. Só depois de um tempo foi que resolvi pesquisar na internet, mas eu não sabia se o nome da banda era Amigos Libertinos ou Selvagens À Procura de Lei. Amigos Libertinos fazia muito mais sentido pra mim.
Baixei então a música e me encantei. Porém, foi a única música deles que eu baixei. Já mencinoei que tenho preguiça de baixar músicas pela internet? Então, em meados de Janeiro de 2012, finalmente fui atrás do site da banda para encontrar os EPs e o 1º CD (lançado em 2011) que se chama Aprendendo a Mentir. Por algumas semanas Selvagens À Procura de Lei foi a única banda que eu conseguia ouvir. As músicas conseguiam tocar minha alma, mesmo que muitas delas não tivessem um significado muito profundo dentro de mim. Jamais vou me esquecer que foi essa banda que fez eu me reerguer quando eu levei uma queda feia. Música é uma coisa realmente divina.
O que me deixa orgulhosa é que o cenário do rock nacional vem decaíndo ao longo dos tempos... Se não for as bandas antigas e clássicas para salvarem esta cultura, poucas bandas conseguem salvar. E os Selvagens conseguem, mesmo estando de fora desse rock nacional clássico que nós conhecemos. A juventude, o bom humor e a ironia das músicas dessa banda conseguem cativar qualquer um que goste do gênero.
Em 2012 lançaram o EP Lado C com três músicas, sendo uma delas regravação de Travessia do Milton Nacimento. Ficando Velho é a baladinha quase romântica da banda, enquanto Rotina Blasé é uma crítica aos que implicam com a rotina. Esta última é a minha preferida da banda, já que a voz do Rafael Martins me encanta e a música em si conquista qualquer um.
Atualmente, estão trabalhando no novo CD, que ainda não tem nome. Nos shows que fazem por Fortaleza estão tocando muitas das músicas novas e eu fico aqui lamentando não poder ir a esses shows. Como "As velas do Mucuripe vão bater no planalto central" eles tem planos de vir tocar no Porão do Rock 2013, mas para isso precisam de fãs brasilienses, é claro, que ajudem a trazê-los para cá. Então, peço que se gostarem, ajudem a divulgar a banda. Mostrem para seus amigos e conhecidos. Esses garotos são bons demais para fazerem sua fama apenas nos circuitos de fortaleza e alguns festivais... Vamos mostrar ao Brasil que ainda existe rock de verdade e que Selvagens À Procura de Lei é líder em música boa!
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O adeus de um jovem guerreira
Então é isso. Acabou. A história chegou ao fim. A guerra sequer começou, mas eu, querreira, deixei cair minha espada. Não vou mais lutar, nem me preparar para a batalha. Forgive-me, my Queen. I can't fight anymore. Não posso seguir o caminho que você escolheu para nós. Devo confiar nos meus olhos, temo que seja mais uma ilusão. E é. Por que seria diferente? É tudo igual, inclusive os meus passos. Me perdoe por não acreditar e não ouvir meu coração. Ele por muitas vezes esteve errado e eu não quero perder minhas forças novamente. Eu não irei à luta, vou deixar que ela venha até mim. Mas a luta deverá me impressionar, não somente me assustar. Eu devo ser derrotada, quero minha própria cabeça como troféu. Não tenho forças para mais um passo, a esperança me deixou.
O que eu era mesmo antes de ser guerreira? Qual era mesmo a sensação de pisar descalça nos campos esverdeados? Qual era a temperatura da água? Eu me recordo dos meus longos vestidos esvoaçando junto com a capa, a tiara de véu que me cobria o rosto... Havia fogo, um fogo real. Jovens garotas dançando ao redor da enorme fogueira, esvoaçando vestidos e esperando pela volta dos nobres guerreiros.
Mas acabou. Me arrancaram o véu, o fogo e a dança. Me deram a armadura e a espada. Me arrancaram do lar, me colocaram num mundo desconhecido e me puseram na batalha. Mas começo a me lembrar... Fui eu quem quis partir. Fui eu quem aceitou o título de guerreira. Eu pedi pelo título. Eu peguei a espada. Eu lutei! E sobrevivi. Mas não tenho mais forças, eu gastei todas elas em batalhas que não eram minhas. And now I give up. I'm giving in. Me perdoe, Amada Rainha. Meu caminho será de paz agora. Paz, sem o elemento essencial.
No mais, obrigada por depositar suas esperanças em mim. Nobres guerreiras honrarão sua coroa na Era que se inicia.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Adeus 2012...
Mais um ano chegou ao fim e eu me lembro como se fosse ontem do fim do ano passado. Me lembro exatamente o que estava acontecendo e o que eu estava sentindo. As mudanças que me ocorreram em 2012 não foram evidentes, exceto por talvez o cabelo mais curto do que de costume. Muita coisa mudou, eu mudei bastante. Todo o sofrimento dos primeiros 6 meses me valeram a pena. Sem eles, não seria o que sou. Não teria aprendido a ser paciente, a valorizar coisas que valem a pena, a pensar de forma diferente... Eu não teria amadurecido. Eu não me orgulho da frieza, nem da maneira como eu me adaptei ao sofrimento, mas foi a forma que meu inconsciente encontrou de lidar com as tantas coisas que acontecem. As vezes eu caio, é verdade. Todos têm seus momentos de fraqueza.
Apesar de tudo, 2012 não foi um ano ruim para mim. Eu pude buscar, experimentar e encontrar coisas que me fazem sentir verdadeiramente bem. Eu recusei convites, porque pela primeira vez, eu ouvi meu coração antes de fazer o que esperam me mim. Foi graças a recusa de um convite que eu trouxe vida para este ano. Por poucos minutos pude estar em contato com a admiração e o respeito sem iguais.
Este ano eu comecei a pensar mais no futuro que quero ter. Me tornei responsável pelos meus atos, amadureci ao correr atrás dos meus interesses. Comecei a faculdade, algo que demorei anos para decidir, mas que meu coração teve certeza que queria e hoje me sinto pertencente àqueles prédios iluminados e acolhedores, cursando o que descobri ser uma paixão: A Psicologia. Corri atrás dos meus hobbies: comprei minha tão sonhada câmera e treinei fotografia; escrevi a melhor música que um dia eu poderia escrever; investi neste blog e participei de um concurso de histórias criativas (não ganhei, mas pelo menos participei). Eu conheci músicas e artistas novos, aprendi a aproveitar o tempo, reli meus livros de Harry Potter e li mais livros intocados da minha estante. Eu perdoei, fui perdoada, amei, sofri, perdi amizades, me decepcionei e continuo viva. Pronta para o que quer que esteja vindo.
Para 2013, peço o clichê de sempre. Que meus caminhos se abram cada vez mais, que minha história de amor comece a ser finalmente contada, que eu possa retornar com ainda mais vontade ao lugar ao qual pertenço, que eu mude de emprego e me dedique ainda mais à minha faculdade. Que eu continue fotografando, escrevendo, tocando violão e escrevendo músicas... Mas que acima de tudo eu ainda seja eu mesma e que as coisas boas sobreponham as ruins, como aconteceu neste ano de 2012, neste ano à flor da pele. Que eu seja feliz! Que assim seja!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Reflexão do Natal
Mais um Natal chegando e esse pode ser mais um dos inúmeros textos clichês de fim de ano. Talvez seja, mas eu não sei.
Natal, nascimento de Cristo: Jesus Cristo, Jesus de amor. Amor. Mas nesse Natal, infelizmente, não consegui ver esse sentimento nos olhos de ninguém. Natal é união, é família. Mas onde está a união? Cada macaco no seu galho, preocupando-se cada vez mais com as emoções terrenas. Família. Mas a minha está dividida. Atsmosfera negativa que afeta a todos e nem mesmo as luzes da árvore conseguem espantar. Sem união, sem harmonia, sem companheirismo e sem amor.
Presentes? Mas pra quê? Talvez Jesus não quisesse incenso, nem mirra, nem ouro. Talvez só a presença dos Reis Magos Lhe fosse suficiente. Para mim, pessoas queridas reunidas e felizes é o melhor presente. Mas a magia do Natal não virá esse ano. Talvez porque não tenha Natal, quem sabe os Maias estão certos?
Só me arrependo de ter perdido tanto tempo no início desde ano, jogando fora oportunidades que tive e minha imaturidade me impediu de agarrar. Mas que a sentença seja dada e, se for do meu merecimento, que nos próximos anos eu faça mais coisas valerem a pena, como minha maturidade me permitiu fazer no meio-fim desde ano. Como disse meu pai, para morrer basta estar vivo. E eu digo mais: para morrer feliz, basta viver. Arriscar-se, mas sempre com os pés no chão, sabendo as consequências de cada ato. E no final, tudo valerá a pena.
Nós próximos Natais, vamos todos nos unir e nos familiarizar. Que seja assim e que haja amor.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Novo hobby
Bom, estou pra ver pessoas com mais hobbies que eu. Fotografia sempre foi algo que me fascinou muito, mas infelizmente, eu não tinha condições para comprar uma câmera bacana e começar a treinar por aí. Faz algumas semanas então, que resolvi colocar a carroça na frente dos bois e comprar minha tão sonhada câmera. Pedi a ajuda de um conhecido para saber qual câmera eu compraria e há uma semana atrás (depois de procurar em milhares de lojas) consegui comprar uma Nikon Coolpix P510. Fiquei encantada só por ter o equipamento em mãos e por começar a realizar um tão adormecido sonho.
No dia seguinte, eu já tinha um "trabalho". Para quem são sabe, meu pai é artesão, fabrica sandálias e chinelos de couro (com a ajuda minha, da minha irmã e da minha mãe). Nós temos uma banca da Feira da Torre de TV e estamos lá todos os sábados e domingos. Então, minha irmã me pediu para fotografar as sandálias, uma por uma, para fazermos um facebook de divulgação do nosso trabalho. Já me senti super bem e motivada, passei a tarde inteira fotografando. No outro dia, fotografei minha sobrinha Liz brincando com bolhas de sabão e com tampas de canetinha hidrocor.
Em algumas das fotos ela está toda suja e descabelada, mas foi exatamente essa a minha intenção: fotografá-la enquanto ela brincava, distraída, fazendo o que toda criança faz, que é se sujar e brincar feliz da vida.
Na mesma semana, minha amiga me chamou para irmos ao Parque da Cidade e aproveitei para perguntar se ela se importaria se eu tirasse algumas fotos dela. Ela achou o máximo, já que assim como eu, gosta de fotografia e está me dando o maior apoio nessa minha história. É claro que várias fotos não ficaram boas, mas pra quem nunca teve contato com uma câmera semi-profissional, nunca fez um curso de fotografia e não tem esse tal "olhar de fotógrafo", eu estou bem satisfeita com meus resultados.
Deixo claro que não quero ser profissional, nem viver de fotografia, cobrar pelas minhas fotos nem nada do tipo. Sempre fui admiradora das belas artes e como há muito tempo abandonei a prática de desenhar (e olha, ainda bem que abandonei), porque não usar a fotografia para desenhar com luz, como muitos dizem? É quase uma terapia fotografar, estar em contato com a câmera, tentar vários ângulos, observar o mundo e principalmente os detalhes nas coisas mais bonitas que existem.
Quem quiser dar uma olhada no meu Flickr, posto as melhores fotografias lá, inclusive algumas mais recentes, da minha prima e da minha sobrinha, que eu particulamente achei que foram as melhores até agora.
Meu pai até me perguntou: "Ué, Naah você vai fazer fotografia ou psicologia?" e eu disse "Os dois pai, os dois" mas não expliquei direito. Serei uma psicóloga que nas horas vagas sairá por aí fotografando somente por diversão. Eu dizia que fotografia e psicologia eram coisas que não tinham nada a ver, mas na verdade têm. Ultimamente uma das coisas que acalmam minha mente e melhoram meu senso perseptivo é a fotografia, uma arte que eu vou levar à diante. E pra quem não sabe nada de fotografia, até que eu levo jeito.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Vida de operário: a exploração da realidade
Estão enchendo o balão. A cada dia ele fica maior. Não sou do tipo que deixa o estresse correr pelo sangue - exceto, é claro, em dois ou três dias durante o mês. Mas dessa vez, o estresse não veio sem motivo, tanto é verdade que o balão não explodiu, só continua se enchendo, enchendo... Não sei até que ponto minha paciência vai. O ambiente que antes me parecia acolhedor, hoje me causa mal estar. Meu corpo precisa de descanço. De nada me adianta a bem-recebida exautão mental, com minhas tarefas e deveres universitários. Um abiente que me cobra, mas que me dá retorno, é onde eu me sinto verdadeiramente bem. Mas fora dos estudos, minha busca por sucesso não me acolhe. É tudo tão cansativo! E não posso renunciar, não devo renunciar... Eu mesma enfiei meus braços nas algemas e não posso ao menos sonhar em andar por um lugar distante, longe do estresse exploratório. Em Vida de Operário, o lucro é do patrão, semana (fim de semana) é do patrão, ganância é do patrão...
Se eu ao menos podesse ligar uma lâmpada dentro da minha mente e mandar embora todas as sombras que me causam mal-humor... Tanto me culpo por esse mal-humor mal disfarçado que isso reflete em tristeza e em desânimo, como se fosse errado pedir por um pouco de férias. Tudo que eu queria era um tempo para respirar. Cinco dias longe da exploração, num lugar calmo e com bastante verde. Num lugar onde a brisa tocasse meus cabelos e a água banhasse meus pés. Um lugar bonito, que me rendesse belas fotografias, que eu pudesse explorar a arte marginal, que me libertasse do pessimismo.
E então, eu passaria mais um ano na exploração da realidade.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Renascer
Pouco a pouco, fui perdendo minha essência, deixando tudo o que eu era para trás. Sábio foi quem disse que as experiências nos transformam. Tudo de bom e de ruim foi saindo de dentro de mim e cheguei num ponto que nem eu me reconhecia mais. Esse ponto foi onde morri. Sim, morri. Por longos cinco meses, eu estava morta, mantendo meu coração batendo devagar apenas porque eu ainda respirava. Estava vazia, oca e sem sentido. Não conseguia sentir nada, não conseguia me tornar nada.
Então, eis que pegaram um pincel e coloriram minha alma. Renasci. Não da união entre meus pais, mas da explosão de cores quentes. Olho para trás e vejo como eu era quando comecei a entender que era gente. Hoje, sou exatamente igual ao que era nesse início. Tenho os mesmos medos, as mesmas inseguranças, as mesmas preocupações bobas de dez anos atrás. Nascer de novo é bom, em determinadas situações, ainda mais porque meu sono não durou muito tempo e eu consigo compreender e lembrar do que fiz, quais foram os meus erros... Agora tenho oportunidade de fazer diferente e ser alguém melhor, não para os outros, e sim para mim.
Percebo que minha timidez de hoje não é consequência dos fatos, mas sim um reflexo da minha timidez anterior. As sensações onduladas são um reflexo das sensações que não me permiti sentir. Talvez porque seja a hora cera, ou porque a hora certa está chegando. Só sei que as coisas estão melhorando porque eu passei a acreditar em mim e confiar que tudo acontece por uma razão.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Quadrinhos: Fábio Moon e Gabriel Bá
Esse quadrinho que você acabou de ler, são dos quadrinhistas brasileiros Fábio Moon e Gabriel Bá (adoro os sobrenomes dos dois). Eles têm um blog, o 10paezinhos, onde você pode conferir um pouco mais sobre o trabalho deles. Para dar um gostinho, segue um resuminho (retirado do próprio blog deles) sobre os dois:
Ao meu ver, os quadrinhos de Moon e Bá são muito inteligentes. São meus quadrinhistas preferidos. Eles exploram problemas e situações cotidianas com um humor inteligente e sempre buscando exatamente isso: a inteligência. Os quadrinhos, por muitas vezes, buscam uma compreensão dentro do leitor, e não dentro do quadrinho. Eles te forçam a raciocinar e pensar sobre o conteúdo do quadrinho. Isso me fascina.
Como dizia Mário Quintana: "O melhor poema não é aquele que a gente lê, mas aquele que nos dá a sensação de que lê a gente." No caso dos quadrinhos, o melhor é aquele que nos lê! É essa a sensação que tenho quando leio os quadrinhos de Moon e Bá, de alguma forma, eles sempre sabem tudo aquilo que está dentro de mim.
Essa tirinha, por exemplo, me lembrei da minha própria infância ao ler. Quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, ganhei um livro de presente de aniversário. Eu já tinha o hábito de ler bem antes disso, cresci rodeada de livros. Mas este que ganhei, foi o primeiro livro infanto-juvenil que eu li que estimulou minha inteligência, minha sabedoria e minha forma de ver o mundo, além de me permitir fazer uma longa viagem sem sair do lugar. Não eram apenas gravuras com uma historinha boba, era O Pequeno Príncipe. Guardo esse livro com todo carinho até hoje, inclusive recomendo que quem ainda não leu, leia, pois é um dos melhores livros que eu já tive a oportunidade de ler. Viajar pela galáxia, explorando planetas desconhecidos e por vezes despovoados, só livros são capazes de fazer.
É incrível o quanto damos saltos na vida, quando se trata do nosso sucesso profissional, ou algo relacionado a isso. Mas muitas pessoas, em relacionamentos, são retraídas e por vezes não tem coragem de "saltar".
Nesse último quadrinho, o que me chamou a atenção, não foi a fala do peixe, mas sim a penúltima fala, onde o personagem revela o seu medo dos amigos acharem que ele "os esqueceu". Realidade minha, prefiro ser esquecida do que passar a impressão de que esqueci de alguém.
Entretanto, meu quadrinho preferido é o próximo, e último. Quantas coisas deixo de fazer porque tenho uma "prévia" de como seria, na minha cabeça! Haha. Por vezes despediço ótimas oportunidades e deixo a timidez falar mais alto.
Bom, é isso. Depois de uma semana cheia de provas e capítulos para estudar, trabalho cotidiano, trabalho voluntário e doação se sangue, nada melhor que um pouco de humor inteligente de Moon e Bá. Espero que tenham gostado e me desculpem pela imensa quantidade de quadrinhos, é que eu não sabia qual colocar, portanto coloquei os meus preferidos. Até a próxima!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Rotina de sonhos
O tempo corre e o que parecia ser dia já é mês. Meu coração pede por um pouco de sossego, minha mente quer arrego, minhas mãos já não tremem de medo e eu, eu sou um conjunto de tudo. Eu quero a eletricidade correndo no meu sangue novamente. Onde estão as borboletas? Meu estômago está se sentindo vazio sem elas por aqui… Cadê o brilho no olhar? Onde estão os comentários divertidos dos meus amigos? Onde estão meus amigos? Onde estou eu? Me perdi e espero que alguém me ache. Sigo um caminho, algo que lá atrás me disseram que era a direção correta. Mas ninguém caminha ao meu lado, minhas mãos procuram por dedos macios e nada encontram. Mas eu sei que a espera e a persistência um dia valem a pena. Mas eu queria, ah se eu queria, apenas braços quentes e firmes para me segurarem quando eu ameaçar cair. Queria dedos gentis me fazendo cafuné após um longo dia. Queria um beijo suave de boa noite e a risada compartilhada. Queria a voz suave me sussurrando promessas, que eu sei que são em vão, mas que eu preciso ouvir. Queria que querer fosse poder, que a minha imaginação tivesse algum tipo de magia que fizesse a imagem estar na minha frente, em carne e osso. Eu não quero mais sonhar, quero viver, mas já que a vida não me traz tantas alegrias assim, eu sonho mais um pouco. Já ouvi dizer que você deve sonhar até se cansar, pois um dia o teu sonho te surpreende. Você sonha com o príncipe do cavalo branco, e ele vem de conversível preto, mas vem. E aí, eu sonho novamente com o príncipe, porque toda e qualquer celula do meu corpo necessita desse sonho, e meu coração, apenas por alguns instantes, bate sossegado.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
McFLY - Love Is Easy
Olá! No post de hoje, eu queria compartilhar com vocês o novo vídeo de uma banda de pop rock que eu gosto, chamada McFLY. Não ando escutando muito ultimamente, mas eu gostei da música e ainda mais do clipe, pois este traz referência ao início da carreira da McFLY.
No início do vídeo, Tom Fletcher, um dos vocalistas, já aparece com seu Ukelele cor-de-rosa, super auto-confiante e se sentido o dono do local. Depois, apareceo anão de jardim, Dougie Poynter, se equilibrando na ponta dos pés para fazer as nuvens ficarem no alto do Fletcher, que continua a cantar e magicamente faz cair chua do seu Ukelele. Então aparace uma referência ao clipe de Room On The Third Floor (um dos meus preferidos, aliás), que é a caixinha com os mini-bonecos dos integrantes da banda.
Como se eles fossem os caras mais felizes do mundo, começam a cantar Danny Jones e Poynter, girando seu guarda-chuva. Então aparece Harry Judd com outro guarda-chuva, o guarda-chuva do Jones é picotado e destruído, e placas escritas "Love" e "Do" são seguradas por cada um. Eu me amarro na cara do Fletcher ao perceber que sua placa está de cabeça pra baixo, a vontade de rir dele é muito notável.
Jones ganha troféus, Poynter tira meleca do nariz, Judd seduz com seu jeito de tigrão e todos são muito felizes, assoviando e observando o Fletcher tocar seu Ukelele cor-de-rosa. Acho legal na letra da música quando diz "And the birds sing tweet, tweet, tweet..." e os pássaros da "platéia" dançamo shake shake da xuxa. Então começam a aparecer as referências às capas dos álbuns da banda. Na sequência: Room On The Third Floor, Wonderland, Motion In The Ocean, Radio: Active e Above The Noise. Então o Jones faz sua guitarra aparecer magicamente e começa a fazer cara de quem está tocando um solo muito complicado. Judd e Poynter enlouquecem no palco, incorporados com algum exu do mal, enquanto Jones toca para seu "pássaros-platéia-shake-shake-da-xuxa". Então Fletcher traz uma caixinha e eu não feço idéia do que é feito ali. A banda começa a tocar e Fletcher continua com seu Ukelele sem sentido, cantando o refrão que antes foi cantado pelo Jones, que divide o microfone com Poynter. Os "pássaros-platéia" vão ao palco e aí aparece a platéia de verdade, várias fãs segurando cartazes de amor à banda. Ao final do vídeo, a caixinha sem sentido mostra uma mensagem "For the fans", o que fez muitas fãs amolecerem o coração.
Enfim, depois desse lenga-lenga resumão do vídeo, gostaria de dizer que gostei. Os vídeos da McFLY geralmente são bem humorados, mas Love Is Easy foi o melhor até agora. Eles foram muito criativos, e ainda mais divertidos do que de costume.
Até a próxima e obrigada por ler!
No início do vídeo, Tom Fletcher, um dos vocalistas, já aparece com seu Ukelele cor-de-rosa, super auto-confiante e se sentido o dono do local. Depois, aparece
Como se eles fossem os caras mais felizes do mundo, começam a cantar Danny Jones e Poynter, girando seu guarda-chuva. Então aparece Harry Judd com outro guarda-chuva, o guarda-chuva do Jones é picotado e destruído, e placas escritas "Love" e "Do" são seguradas por cada um. Eu me amarro na cara do Fletcher ao perceber que sua placa está de cabeça pra baixo, a vontade de rir dele é muito notável.
Jones ganha troféus, Poynter tira meleca do nariz, Judd seduz com seu jeito de tigrão e todos são muito felizes, assoviando e observando o Fletcher tocar seu Ukelele cor-de-rosa. Acho legal na letra da música quando diz "And the birds sing tweet, tweet, tweet..." e os pássaros da "platéia" dançam
Enfim, depois desse lenga-lenga resumão do vídeo, gostaria de dizer que gostei. Os vídeos da McFLY geralmente são bem humorados, mas Love Is Easy foi o melhor até agora. Eles foram muito criativos, e ainda mais divertidos do que de costume.
Até a próxima e obrigada por ler!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Andorinhar: O retorno
Olá pessoal, depois de mais de um mês sem postar nada, senti falta daqui. Tenho boas notícias: no último post, eu havia dito que o blog entraria em hiatus porque eu precisava resolver algumas coisas da minha vida primeiro. Eu havia me perdido e ainda não havia me encontrado. Agora sinto como se eu tivesse nascido de novo e tivesse passando pelas mesmas experiências novamente. Mas não é sobre isso que vim falar, deixa meu eu-lírico para outro post.
Esse blog agora terá um conteúdo meio diferente do que vocês estão acostumados. Só para vocês não enjoarem, eu vou postar alguns vídeos e fazer alguns cometários sobre esses vídeos. Pode ser que apareçam bandas e artistas que acabei de conhecer, pode ser que apareçam dicas de filmes também. Enfim, por mim eu daria continuidade aos textos intensos, mas eu me conheço e acabaria falando sempre da mesma coisa, mesmo que indiretamente. Porém, eu gosto de escrever textos e não vou parar. Tenho planos de dar continuidade às cartas sobre Tony e Lúcia.
Dia 7 de novembro este blog completa um ano, e pra mim é muito interessante ver o conteúdo dos primeiros posts e perceber o quanto eu mudei e o quanto amadureci.
Talvez meus posts caiam um pouco de qualidade por mais ou menos um mês, porque afinal eu ainda tenho que dar conta dos deveres e trabalhos da faculdade, tenho que trabalhar e fazer outras mil coisas que o dia-a-dia me cobra. O importante é que eu vou continuar por aqui, e agredeço se alguém tiver curiosidade e ler o que eu passar a postar.
Obrigada e até mais.
Esse blog agora terá um conteúdo meio diferente do que vocês estão acostumados. Só para vocês não enjoarem, eu vou postar alguns vídeos e fazer alguns cometários sobre esses vídeos. Pode ser que apareçam bandas e artistas que acabei de conhecer, pode ser que apareçam dicas de filmes também. Enfim, por mim eu daria continuidade aos textos intensos, mas eu me conheço e acabaria falando sempre da mesma coisa, mesmo que indiretamente. Porém, eu gosto de escrever textos e não vou parar. Tenho planos de dar continuidade às cartas sobre Tony e Lúcia.
Dia 7 de novembro este blog completa um ano, e pra mim é muito interessante ver o conteúdo dos primeiros posts e perceber o quanto eu mudei e o quanto amadureci.
Talvez meus posts caiam um pouco de qualidade por mais ou menos um mês, porque afinal eu ainda tenho que dar conta dos deveres e trabalhos da faculdade, tenho que trabalhar e fazer outras mil coisas que o dia-a-dia me cobra. O importante é que eu vou continuar por aqui, e agredeço se alguém tiver curiosidade e ler o que eu passar a postar.
Obrigada e até mais.
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